Gustavo Moura e Rafael – Morena Proibida – Fazenda São Francisco

Gustavo Moura e Rafael - Morena Proibida - Fazenda São Francisco

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Letra:

Por causa de um par de olhos
Negros de amedrontar
Acho que a felicidade,
Violeiro foi buscar
Que até sua viola não
Parou mais de tocar
No peito desse caboclo
Felicidade é pouco
Dá pra ver no seu cantar
Por uma linda morena
Violeiro apaixonou

Aquela flor de açucena
Coração enfeitiçou
Não sabia violeiro
Da família que ela vinha
De pai rico endinheirado
Cem mil cabeças de gado
Era pouco pra que o tinha

O pai daquela morena
Tinha fama de ser duro
E disse que o violeiro
Na vida não tem futuro

“Com ela não tem namoro”,
Foi esse o seu recado
Só Deus sabe o que sentia
Violeiro magoado
Violeiro foi embora
Chegou na grande cidade
No ponteio da viola
Sobrou oportunidade
De gravar aquela historia
Que falava de um amor
Nas paradas de sucesso
Violeiro estorou
Depois de milhões de copias
E a conta já garantida
Voltou naquela fazenda
Da morena proibida
Comprou a propriedade
E disse ao fazendeiro
Agora caso com ela
Se o problema…for dinheiro!

Eu fiz a maior proeza,
Nas bandas do rio da morte,
Com outro caminhoneiro,
Traquejado no transporte.

Fui buscar uma vacada,
Para um criador do norte,
Na chegada eu presenti,
Que era dia de sorte,
Depois do embarque feito só ficou um boi de corte.

O mestiço era bravo,
Que até na sombra investia,
E a filha do fazendeiro,
Molhando os lábios dizia.

Eu nunca beijei ningüém,
Juro pela luz do dia,
Mas quem montar esse boi,
Lhe tirar a valentia,
Ganha meu primeiro beijo que darei com alegria.

Vendo a beleza da moça,
Meu sangue ferveu nas veias,
Eu calcei um par de esporas,
E passei a mão na peia.

Peguei o mestiço a unha,
Rolei com ele na areia,
Enquanto ele esperneava,
Fui apertando a correia,
Mas quando sentei no lombo foi que eu ví a coisa feia.

O boi saltou a porteira,
No primeiro corcoviado,
Numa ladeira de pedra,
Desceu pulando furtado.

Saía linguas de fogo,
Cheirava chifre queimado,
Quando os cascos do mestiço,
Batiam no lageado,
Parou berrando na espora ajoelhando derrotado.

Pra cumprir sua promessa,
A moça veio ligeiro,
Me disse: “você provou,
Ser peão de boiadeiro”.

Dos prêmios que eu vou lhe dar,
O beijo é o primeiro,
Sua boca foi abrindo,
Seu olhar ficou morteiro,
Nessa hora eu acordei abraçando o travesseiro.

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